Se eu fosse crítico de cinema ou de teatro.
O que é óbvio que não sou.
Seria muito fácil falar de Fernanda.
Ser fantasia,ser porta voz do outro,é com maestria.
Ter a certeza absoluta ,que ali não se é mais...
Emprestar a voz ,O corpo, a compreensão.
Daquele personagem,ou entidade.
Se transformar no outro,sem colocar -se a frente é para poucos.
Essa transmutação do olhar,ser possuído é permitir que outro que não você te possua.
Sem ter a vaidade de aparecer
Só grandes personas como Fernanda conseguem ser impecáveis
E deixar a sensação no outro.
Que você como expectador de alguma maneira pertenceu aquela história contada
Se você sair,de um cinema,de um teatro,e não carregar por um tempo,o personagem do ator.
Você não assistiu a lucidez do outro.
Comigo cada vez que assisto Fernanda.
Toda a dor e toda alegria,ali mostrada sai comigo.
Não tem com não ser pessoal tudo que essa atriz me causa.
Marlene de Souza Lopes.
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